10 de mar de 2010

A nossa participação na Convenção

O evento é composto de Exposição (montadoras, fornecedores e prestadores de serviços) e parte educativa. Na exposição, chamou atenção à ausência da GM que pela primeira vez, desde que o evento existe, deixou de participar. Naturalmente, a crise financeira americana e o péssimo momento da empresa, justificam a ausência.

Já a parte educativa ofereceu muitas palestras. Infelizmente, a agenda é apertada e apesar da variedade de assuntos, não é possível acompanhar mais do que 12 palestras. Seis delas tiveram tradução simultânea para o Português, Russo, Italiano e Espanhol.

A área de exposição é ampla (apesar de que este ano foi bem menor em função da crise) e encerrava às 17h, quase ao mesmo tempo das palestras. Daí, se a pessoa se interessasse muito pela parte educativa, acabava não acompanhando às novidades dos expositores. Como foi o meu caso. Mas, é como diz o ditado “não dá para fazer omelete sem quebrar os ovos”.

Eu admiro muito a postura dos americanos no que eles fazem melhor: marketing. Há sempre novidades. Muitas vezes os assuntos se repetem, mas nunca com a mesma abordagem. É como comer carne. Podemos temperá-la de vários modos. Quem não estiver com olhos e ouvidos atentos, acaba abandonando algumas palestras antes do final. Daí quase sempre perde-se a sobremesa.

A cada ano há um tema predominante. Este ano, o assunto “quente” foi a Mídia Social. Algumas das palestras mais concorridas abordavam o tema. É a primeira vez que o assunto é tão comentado no setor automobilístico americano. Aqui no Brasil, parece que o assunto não causa muito interesse no setor. Por aqui, ainda não consolidamos o uso da Internet como canal de comunicação. A Mídia Social, não necessariamente, mas naturalmente, vem depois de dominada a Internet e suas ferramentas de marketing.

Mais cedo ou mais tarde, o assunto ganha força por aqui, também. Seguramente, foi uma grande oportunidade para se atualizar e saber o que pensam a rede de distribuição da maior economia do planeta. Agora é escolher algo e implementar, caso contrário, não haverá progresso. Afinal de contas, nos ensina Franklin Delano Roosevelt: "O progresso é realizado pelos homens que fazem e não pelos que discutem de que modo as coisas não deveriam ter sido feitas"

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